domingo, 24 de agosto de 2008

ÚLITMA CHANCE

A história se passa em um cenário chamado, VIDA REAL, onde cada um é autor de sua própria peça e são senhores de seu destino. Vou lhes contar a história de uma garota, seu nome: Solidão. Solidão tinha um sonho, queria apenas ser feliz, era pedir demais a vida? Bem, acho que não, mas para a menina tem sido quase impossível. "Fácil de amar sem ser compreendida..." era assim que a menina se descrevia. Saber que a felicidade estava cada vez mais longe deixava a menina cabisbaixa, seu mundo estava fechado pra visitações, quem sabia dela, era ela e mais ninguém, a não ser seu diário, único amigo, confiava nele e em mais ninguém, ali registrava tudo, sua alegrias e tristezas, bem, mais tristezas do que alegrias, mas ali, tudo estava!
Quando pensou estar tudo acabado, a felicidade resolveu dar-lhe uma nova chance. Era a oportunidade perfeita. Será? pensava a garota, afinal, das outras vezes também foram assim. Encontrara em um novo amor, um alguém em quem se apoiar, a não ser seu pobre diário, pessoa com quem dividir sentimentos, situações vividas, ou até mesmo seus medos. Chegamos ao principal motivo de tanta infelicidade; o medo, era esse o problema. O receio de novamente se machucar, resultava em tantas oportunidades perdidas, tantas conquistas jogadas fora, o medo era mais forte do que o desejo de ser feliz.
O jogo havia apenas começado... Era tarde pra voltar atrás, Solidão estava entregue a um novo amor. Cada palavra pronunciada de seu amado parecia melodia a seus ouvidos, ela gostava de ouvir "eu te amo" mesmo sabendo que poderia ser da boca pra fora ou que podia, lá na frente, não ser sua realidade.
Era uma realista-sonhadora, se é que isso um dia poderá see uma descrição, mantia os pés firmes no chão, mas nem por isso deixava de sonhar.
Solidão vive o presente, mas seu passado ainda a atormenta, pensar que poderia ter feito tudo diferente, que podia ter dado o devido valor a pessoa que muito a amou, a faz rever o que está vivendo agora, e tem dúvidas se é isso mesmo que ela quer pra si, se aquilo que estava vivenciando era sua tão sonhada felicidade, ou era apenas mais um de seus "atalhos de fuga" pra enganar a infelicidade que a rodiava e insistia habitar em sua vida.
Hoje era o dia!
Era enfim sua felicidade que tinha vindo pra ficar, ou teria ela que por novamente um fim a tudo que vivera nesses dias?
De frente com a possível felicidade, Solidão e seu suposto amado, conversaram, trocaram idéias, sentimentos, enfim, momentos bons, mas momentos únicos e passageiros... Estava tudo acabado! Mais uma vez a menina joga tudo pro alto, culpa de um passado mal resolvido. Descobrir que um outro alguém ainda é importante pra si pode mudar muitas coisas, e mudou...
Viver esse amor foi fácil, difícil foi saber que teria que terminar, mais uma vez solidão fez juz ao seu nome, Solidão não foi feita para viver com um alguém, seu destino é ser sozinha, não adianta tentar ser feliz.
Mas ao tomar essa decisão, Solidão não pensou direito, não viu, muito menos quis saber dos dois lados da situação, não foi ela a grande afetada da história, havia um amor em jogo e era verdadeiro, como tal citado a princípio. Um amor assim não suportaria tão grande decepção, ele teria que morrer. Foi o que houve...! Dias depois não se escutava outros cometários a não ser a morte de um garoto que havia comeido suicidio, motivo: um simples amor não correspondido. Antes do acontecido, o menino havia escrito uma biografia onde contavasua história.
Ao ler, Solidão não fazia outra coisa, a não ser chorar, viu que o rapaz tinha vivido quase tudo o que vivera, que havia sofrido quase tudo o que sofrera, e principalmente que o medo também, por muitas vezes o impediu de tentar ser feliz e que ela era uma chance dele enfim ser feliz e que havia prometidoa si mesmo que era a última vez, sua última tentativa de conquistar a tão sonhada felicidade, assim aconteceu.
Última chance, chance perdida, fim da linha...

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